Commentary 08 October 2015

Angola: O capitalismo de Estado e o Estado paralelo

by Ricardo Soares de Oliveira              Público

“A internacionalização da Sonangol prosseguiu em ritmo acelerado desde o fim da guerra e, em particular desde 2004, quando as receitas provenientes do petróleo começaram a encher os cofres angolanos. Di­rectamente, ou através das suas subsidiárias, a partir de 2013, as zonas de investimento da Sonangol incluíram o Brasil, o Iraque, Cuba, Venezuela, o sul do Sudão e a Argélia, além de Portugal. (…)

A estratégia da Sonangol é simples: a empresa alavanca os seus recursos e o seu papel de guardiã da economia interna de Angola (petrolífera e não petrolífera) para estabele­cer parcerias no estrangeiro. A maioria dos parceiros estrangeiros da So­nangol já são parceiros de Angola, enquanto outros encaram um acordo externo com a Sonangol como condição prévia para entrar no mercado angolano numa posição privilegiada. Esta política de “investimentos cru­zados” é um objectivo angolano declarado: “se uma empresa de Portugal ou de outro país quiser investir em Angola, a Sonangol procurará investir no país em questão”.

Daqui ressalta outra característica que distingue a política de internacionalização da Sonangol de muitos outros veículos de investimento soberano. A maioria nega de forma veemente que as suas decisões são políticas, sobretudo se o forem claramente. Por exemplo, a manifesta preocupação do Fundo Soberano angolano criado em 2012, que deverá substituir a Sonangol como principal actor de investimento no estrangeiro, é garantir a rendibilidade, e a política nunca é menciona­da. Os altos responsáveis da Sonangol, porém, têm referido abertamente que os objectivos políticos estão no centro das suas decisões.

A fúria compradora da Sonangol é igualmente política no que diz res­peito ao padrão estrutural de associação entre os seus investimentos “es­tatais” e o cortejo de oligarcas angolanos que seguem na sua esteira. Em determinados momentos, assiste-se ao avanço de empresas “privadas” angolanas no momento ou pouco depois de a Sonangol se tornar um dos principais investidores. Noutros, a Sonangol actua por intermédio das empresas (como o BAI, o principal banco de Angola) de que é o princi­pal accionista, mas em que os oligarcas detêm participações importantes. Um parceiro constante do ímpeto internacionalista da Sonangol é muito revelador deste carácter político: Isabel dos Santos, a filha do Presidente. Através de um conjunto de diferentes veículos de investimento, Isabel é a principal investidora angolana no estrangeiro a seguir à Sonangol.

To read the full piece, please visit Público.

Commentary 08 May 2017

Meeting Macron in the Middle: How France and Germany Can Revive the EU

by Thorsten Benner, Thomas Gomart
Foreign Affairs

Commentary 08 May 2017

Der fragile Macron-Moment: Weg mit der Schäuble-Orthodoxie

by Thorsten Benner, Thomas Gomart
Tagesspiegel Causa

Report 03 May 2017

In the Shadow of Syria

by Tessa Alleblas, Eamon Aloyo, Sarah Brockmeier, Philipp Rotmann, Jon Western
The Hague Institute for Global Justice, GPPi, Mount Holyoke College

Commentary 28 April 2017

World Court in the Dock

by Thorsten Benner
GPPi